

Nova Lima fez 308 anos no mês de fevereiro. A população comemorou e homenageou a tricentenária. E nós, que há 32 anos vivemos no Bairro Jardins de Petrópolis, região de rica biodiversidade que adotamos como nossa casa, não podíamos deixar também de homenageá-la. E essa homenagem veio através do Jornal Folha de Nova Lima. Fomos convidados, juntamente com outras quatro personalidades, outros quatro cidadãos nova-limenses, a participar da matéria
“Nova Lima, um lugar, um presente, uma pergunta....”, o que nos possibilitou divulgar o nosso lugar preferido, o nosso recanto no JP onde, quando crianças, brincávamos e andávamos em um barquinho. Referimo-nos à área verde
PÚBLICA de preservação ambiental (parque ecológico) da rua Amendoeiras, que possui nascente e córrego, e que tem como guardião, ao fundo, o Morro do Pires
(clique na imagem 1 acima para ampliá-la e ler o texto). Ela é uma das principais áreas de preservação de mananciais do bairro, e com o passar dos anos foi sendo abandonada, o mato cresceu, o laguinho assoreou-se e, de um quiosque que nela existia, hoje só há ruínas. Essa área verde também já passou por duas situações, uma que poderia ter prejudicado o meio ambiente de toda região e outra que prejudicou muito a comunidade: Em 2002, dois membros da Associação Comunitária Jardins de Petrópolis idealizaram e levaram adiante, via Associação, uma proposta para transformá-la em área para construção de prédios públicos e comércio
(imagem 2 acima). Um desses membros, à época, era também membro do Conselho de Defesa do Meio Ambiente – CODEMA de Nova Lima. Nós, cidadãos contrários a essa proposta absurda, conseguimos, junto com o Ministério Público, extinguí-la. Em 2005, essa área verde deixou de ser recuperada, revitalizada e de ganhar um Centro de Educação Ambiental, onde os cidadãos poderiam ter oficinas de meio ambiente e realizar atividades ecológicas. O motivo foi a falta de interesse da Associação/Condomínio JP, cujo síndico era um desses dois indivíduos que em 2002 quiseram transformá-la em área para comércio e prédios públicos. Os custos para revitalização seriam bancados por um empresário de Nova Lima
(clique aqui para ler texto e documento sobre essa questão). O prejuízo sócio-ambiental é incalculável, e ficará para sempre na memória, na história do JP. Atualmente, estamos tentando junto ao Ministério Público, fazer com que um proprietário de chácara/invasor, que até o dia 26 de agosto de 2006 tinha sua casa, sua piscina e sua área de lazer construídas dentro de outra área verde pública do bairro, revitalize e construa o Centro de Educação nessa área verde da rua Amendoeiras, como compensação ambiental e sem nenhum custo para a comunidade. Enquanto os nova-limenses comemoram os 308 anos da cidade, a parcela de cidadãos do JP que respeita e quer a biodiversidade do bairro preservada lamenta a falta de interesse, o descaso para com a comunidade que prevaleceram e ainda prevalecem no Jardins.
Agradecemos ao Jornal Folha de Nova Lima o convite e a oportunidade.
Leia nesse blog a reportagem "Área verde prejudicada mais uma vez" (Folha de Nova Lima)
Luís Eduardo Lemos, morador e representante do JP nos 308 de Nova Lima