Se houvesse um campeonato, um torneio de qual condomínio de Nova Lima, ou até mesmo da Região Metropolitana de BH, possui o maior número de poços artesianos, com certeza o Jardins de Petrópolis começaria no topo, em primeiro lugar. Estima-se que o número de poços perfurados já chegue a 60 (sessenta).
Há poços perfurados a menos de 30 metros um do outro, além de outros próximos a nascentes e córregos. Com o povoamento crescente e o processo de ocupação dos últimos anos, verifica-se um grande aumento da dependência da exploração de suas águas, e o principal meio para essa exploração está sendo a perfuração de poços. Para minimizar possíveis impactos aos mananciais, deveria haver a perfuração de poços coletivos, devidamente licenciados e seguindo-se corretamente todos os trâmites técnicos exigidos.
Condomínios vizinhos ao JP possuem um ou dois poços artesianos e caixas d’água de alta capacidade de armazenamento que abastecem todas as propriedades. Além de mais viável economicamente, esse procedimento é bem menos impactante às “águas”.
Mas o que vemos no Bairro Jardins de Petrópolis é que todo proprietário que inicia atividades no seu terreno, a primeira providência é perfurar um poço artesiano, e geralmente sem outorga. A falta de uma política de gerenciamento dos recursos hídricos é a causa desse grande número de poços perfurados, e está colocando em risco os mananciais da região. Até pouco tempo, placas de propaganda de firma de perfuração de poços estavam espalhadas pelo bairro, passando a impressão de que é muito fácil e permitido perfurar um poço. E isso nos causa muita estranheza.
Luís Lemos - PreserveJP