Um único bairro de Nova Lima - MG, o Jardins de Petrópolis, possui mais poços artesianos do que os 50 (cinquenta) poços que a mineradora Vale terá de perfurar para suprir de água locais em TODA Região Metropolitana de BH - RMBH*, caso haja racionamento em 2020.
O 62° (sexagésimo segundo) poço foi perfurado no bairro. Como diria o apresentador do Fantástico, Tadeu Schmidt: E o que isso significa? NADA!
Mas ao que parece, não significa nada para o Instituto Mineiro de Gestão das Águas - IGAM, que é o órgão que autoriza a perfuração dos poços. Já para os que se preocupam com os recursos hídricos de uma importante sub-bacia hidrográfica que abastece o Rio das Velhas, a qual o Jardins pertence, significa muita coisa. A preocupação é que o grande número de poços perfurados possa causar o rebaixamento do lençol freático, comprometendo, se é que já não comprometeu, nascentes e córregos da região.
Em um raio de 300 (trezentos) metros no entorno desse novo poço já existem outros 6 (seis) perfurados em propriedades uma ao lado da outra. Um desses poços é bem em frente, a mais ou menos 30 (trinta) metros de distância. Esse número de poços no bairro é o que temos cadastrados, com respectivas localizações, mas estima-se que o número ultrapasse 70 (setenta).
A diferença entre a perfuração dos 50 poços pela Vale, e os perfurados no Jardins de Petrópolis, é que os da Vale serão para suprir demandas coletivas, garantindo o abastecimento de locais que não podem ficar sem água, como áreas hospitalares, presídios, universidades, entre outros. Já os do Jardins de Petrópolis são perfurados para suprir demandas individuais, que poderiam ser supridas com poços coletivos. Há caso de poço perfurado em propriedade onde a vazão é de 8.000 (oito mil) litros/hora, para abastecer família de quatro pessoas, além de estar perfurado próximo a um dos principais córregos do bairro (esse dado da vazão nos foi informado por um ex trabalhador da propriedade).
A diferença entre a perfuração dos 50 poços pela Vale, e os perfurados no Jardins de Petrópolis, é que os da Vale serão para suprir demandas coletivas, garantindo o abastecimento de locais que não podem ficar sem água, como áreas hospitalares, presídios, universidades, entre outros. Já os do Jardins de Petrópolis são perfurados para suprir demandas individuais, que poderiam ser supridas com poços coletivos. Há caso de poço perfurado em propriedade onde a vazão é de 8.000 (oito mil) litros/hora, para abastecer família de quatro pessoas, além de estar perfurado próximo a um dos principais córregos do bairro (esse dado da vazão nos foi informado por um ex trabalhador da propriedade).
A questão hídrica
no bairro preocupa. Faz alguns anos, no período de seca, que vários "brotos d'água" e nascentes que eram perenes (com água o ano todo) estão secando. A escassez de chuvas, dezenas de captações
irregulares e ilegais em córregos e nascentes, e também a perfuração de poços artesianos, nos faz acreditar que estão acelerando, e muito, o risco do agravamento da diminuição das águas da região. Em vários locais do bairro, poços são perfurados a pouca distância um do outro, vários a menos de 50 metros.
O córrego que possui o maior volume e vazão de água da região também está secando em alguns trechos, o que mostra o quão preocupante é a situação. A vazão desse córrego era tão grande, que movimentava uma usininha hidrelétrica que abastecia de energia locais da fazenda, principalmente sua sede, antes de ser loteada e transformada, no ano de 1976, no bairro que é hoje. Minha família adquiriu terreno em 1977, menos de um ano após a fazenda ser loteada, e me lembro de resquícios dessa usininha.
Somente com a vinda da concessionária de abastecimento de água do estado - COPASA, achamos que a questão da preservação e proteção dos recursos hídricos da região poderá ser solucionada.

O córrego que possui o maior volume e vazão de água da região também está secando em alguns trechos, o que mostra o quão preocupante é a situação. A vazão desse córrego era tão grande, que movimentava uma usininha hidrelétrica que abastecia de energia locais da fazenda, principalmente sua sede, antes de ser loteada e transformada, no ano de 1976, no bairro que é hoje. Minha família adquiriu terreno em 1977, menos de um ano após a fazenda ser loteada, e me lembro de resquícios dessa usininha.
Somente com a vinda da concessionária de abastecimento de água do estado - COPASA, achamos que a questão da preservação e proteção dos recursos hídricos da região poderá ser solucionada.

Vale terá que pagar pela perfuração de 50 poços para garantir abastecimento de água na Grande BH (clique no link):
Rio das Velhas, responsável por abastecer BH, enfrenta a maior seca da história:
Extração de águas subterrâneas pode 'devastar' sistemas:
https://www.em.com.br/app/ noticia/internacional/2019/10/ 02/interna_internacional, 1089778/extracao-de-aguas- subterraneas-pode-devastar- sistemas-fluviais.shtml
* A Região Metropolitana de BH - RMBH, possui 36 municípios no seu núcleo, e 16 no seu "colar metropolitano". Possui população de 6 milhões de habitantes (fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Regi%C3%A3o_Metropolitana_de_Belo_Horizonte)
Saiba mais sobre questão hídrica no Jardins acessando:
Extração de águas subterrâneas pode 'devastar' sistemas:
https://www.em.com.br/app/
* A Região Metropolitana de BH - RMBH, possui 36 municípios no seu núcleo, e 16 no seu "colar metropolitano". Possui população de 6 milhões de habitantes (fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Regi%C3%A3o_Metropolitana_de_Belo_Horizonte)
Saiba mais sobre questão hídrica no Jardins acessando:
Jardins: queijo suíço
Colapso hídrico também no Jardins
Luís Lemos - PreserveJP

