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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

MATA ATLÂNTICA FRAGMENTADA

















O mosaico ao lado mostra fotos tiradas nos meses de junho e julho no Jardins (clique na imagem para ampliá-la). O bioma é Mata AtlânticaFloresta Estacional Semidecidual em estágio avançado de regeneração - Inst. Est. de Florestas (IEF). O loteamento Jardins de Petrópolis não possui licenciamento ambiental. As fotos são de áreas que estão à montante do Ribeirão dos Macacos, e que também estão próximas a córregos pertencentes à sub-bacia hidrográfica do Rio das Velhas.

O uso de tratores para realização das terraplenagens causa estragos e impactos enormes. Árvores de pequeno e médio portes que ficam livres do corte na supressão da vegetação são atingidas pelas máquinas e pelo grande deslocamento de terra. Por se tratar de bioma importantíssimo, com espécies da flora brasileira como cedros, jequitibás, ipês, entre várias outras, poderia ser determinado que as terraplenagens sejam realizadas por homens, objetivando o menor impacto possível.

No Jardins de Petrópolis nasceram e moram, desde a época que a região era uma fazenda, cidadãos que são contratados por corretores de imóveis e proprietários de terrenos para realizar roçadas e desmatamentos. Eles também poderiam realizar o trabalho de terraplenagem. Apesar de tal alternativa aumentar o tempo de execução do serviço, esses cidadãos teriam uma renda extra e o impacto ambiental seria muito reduzido. 

No mês de janeiro desse ano, analistas ambientais do IEF elaboraram laudo (que foi entregue ao Ministério Público) com a recomendação de que qualquer interferência na região seja feita somente após a elaboração do Estudo de Impacto Ambiental – EIA corretivo para todo o bairro, já que a região não possui licenciamento ambiental. Mas essa recomendação não está sendo seguida, e os desmatamentos e terraplenagens continuam ocorrendo.

Por que a Associação (“Condomínio”) Jardins de Petrópolis, que tem como membros, o superintendente do IBAMA em MG, e um membro do Conselho de Defesa do Meio Ambiente do município – CODEMA, não atua para que o Estudo de Impacto Ambiental – EIA corretivo seja elaborado para todo o bairro, objetivando a proteção e preservação da biodiversidade da região? Nós do Mov. PreserveJP sabemos o porque. E você, sabe? (clique na imagem ao lado para ampliá-la e ler trecho de texto da Associação Mineira de Defesa do Meio Ambiente – AMDA sobre o licenciamento corretivo para o JP).

Luís Lemos, morador do Jardins