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sábado, 21 de agosto de 2010

QUEIMADAS! MORRO DO PIRES AGONIZA (aumentem o som)

Todos os anos a história se repete... Tempo seco, fumantes “distraídos” ou pecuaristas presos ao passado, somados a vários proprietários de chácaras do Jardins de Petrópolis que roçam a mata e usam fogo para queimar folhas e gravetos de suas propriedades e quintais, práticas ILEGAIS que podem resultar em grandes queimadas. Uma das vítimas do fogo, mais uma vez, é o Morro do Pires, guardião do Jardins e caixa d’água de toda região ao seu entorno (vídeos abaixo).

O Morro do Pires é uma área particular com um milhão seiscentos e setenta mil metros quadrados (dois de seus proprietários são uma mineradora de Nova Lima e o empreendedor do loteamento Jardins de Petrópolis), protegida pelo Código Florestal (Lei Federal 4.771/65, art.2°), sendo de preservação permanente por possuir várias nascentes. É classificado pelo Plano Diretor do município como Área de Proteção Especial (Art.35, §1°, item III).  

Essa magnífica serra é área de recarga e descarga de aqüíferos, um “dreno” gigante e natural que absorve e distribui toda a água das chuvas no seu entorno. Todos os córregos que percorrem o JP nascem nessa serra. A “proteção especial” do Morro do Pires fica só no papel. Ele é circundado por “condomínios” de alto padrão, entre eles o Jardins de Petrópolis, que poderiam e deveriam ter Brigadas de Combate a Incêndio e um trabalho de conscientização dos seus moradores para que não façam o uso do fogo na limpeza de suas propriedades. Folhas e gravetos podem ser utilizados para a compostagem, juntamente com resíduos orgânicos (restos de alimentos, etc), ao invés de serem queimados. Assista ao vídeo (o segundo abaixo) “Águas no Morro do Pires”, e vejam situação oposta à mostrada no primeiro vídeo. (Luís Lemos)